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Trinta e um.

  • 25 de nov. de 2015
  • 2 min de leitura

Trinta e um.

Eu calei o que sentia, verdade. É que, com 31 me sinto cansada de quebrar promessas e desfazer laços. Só sinto necessidade de ficar quieta.

Calei sabendo nomear o que sentia. Me apaixonei, mas, quanto tempo duram as paixões? Todas elas viram amor?

Não sei o que é o amor. E pra que essa urgência em definir?

Quem sabe o amor seja isso que me move a escrever hoje e a guardar todos os nossos segredos.

E o que faço com essa distância, sentindo teu adeus batendo a porta? Estou te perdendo e minhas mãos estão atadas. Não me reconheço mais por isso. Será que são esses 31?

E tem que ser você. Apenas você. Existem poucas coisas em que ainda acredito e nesse pouco está isso, que tem que ser você.

Eu já imaginei nossas tardes de verão e noites de inverno. Já sonhei com tua cara de sono e com as surpresas que nos faríamos.

Eu quero segurar tuas mãos e caminhar até o altar feito de flores numa praia.

E quero te abraçar e não me importar se alguém olhar.

Eu quero me permitir falar. Falar tudo que me engasga, que está preso.

Eu quero muitas coisas, mas por enquanto, só posso calar. E nesse silêncio te vejo me deixando ir embora.

Como te fazer entender que não sou livre? Como te convencer a quebrar esse silêncio?

Eu não sei. Não sei como ser livre ainda, porque apesar dos 31, ainda sou menina e estou aprendendo.

E talvez, meu cansaço passe e eu queira mais promessas, mais laços. Então peço, não me ensine a perder, a chorar, a me despedir. Disso tudo, entendo muito bem.

Lilly Maria

24.11.2015


 
 
 

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