Vilarejo
- 3 de jun. de 2016
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Vilarejo – Marisa Monte.
Tem uma música que pode ser a música da minha vida. Era uma época de mudança, sair da casa dos meus pais, viver longe de todos que considerava segurança e todo aquele conflito de se estar muito longe.
Recebi uma proposta de emprego em Garopaba e um dos meus sonhos se realizava, morar no paraíso. E a música tocava e combinava com tudo que me acontecia. Eu ouvia muito, tipo, colocava pra repetir e muito fazia sentido.
Gosto da parte em que Marisa canta que “as janelas ficam abertas para sorte entrar”.
Quando eu vim pra cá, eu estava sozinha no mundo, era eu e eu mesmo. Não conhecia uma alma viva. A casa que aluguei, tinha uma areazinha com rede, grama na frente e uma árvore linda, era muito gostoso ficar ali.
Nos dias de folga, deitava na rede ouvindo Vilarejo e deixava as janelas abertas na esperança da sorte entrar. E foi uma solidão boa, de aprendizado, bons livros e essa música.
Tinha dias em que a saudade apertava, medo, insegurança, incertezas de que eu tinha que ficar aqui mesmo. Mas, “Os caminhos, os vestidos, os destinos e essa canção tem um verdadeiro amor”, então, de fato aqui estou, chei
a de gente linda me rodeando. Fiz grandes amigos e vivo muita coisa boa.
A música ajuda e nos faz pensar em muitas coisas. Hoje, ao falar da música da minha vida, me emocionei porque me trouxe muita coisa querida e que guardo com grande carinho.
E que se façam mais vilarejos pra “pra acalmar o coração”.
Por: Ketrin Biasio.

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