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- 26 de nov. de 2015
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Uma vez eu tive uma ilusão... e foi muito bom, tinha cheiro de verde, tinha a paisagem de um por do sol, de um segredo inconfessável, de um amor proibido e a sensação de que vivia em meu corpo inteiro. Essa ilusão dava impressão de que seria eterno.
Tão doce veio, amargo se foi. Todas as ilusões são limitadas e parecem, enfim, durar segundos. E fiquei só, com a ilusão de que batesse na porta, pra ficar ao meu lado novamente.
Quando partiu sem explicar, o mundo que cinza era bonito, cinza ficou feio.
Parti junto, porque eu não sabia como administrar a solidão que aquela ilusão havia deixado.
Não lutei para que a ilusão se conservasse, a deixei ir embora e me deixar em pedaços. Guardei-a em mim, no lugar mais seguro, para que não me fizesse mais sentir dor. Compreendi então, que ilusão difere de amor, difere de paixão, carinho... É como diz no dicionário “engano dos sentidos ou da inteligência”.
Então, uma vez o amor me acolheu, me escolheu e o reconheci há tempo. O amor não tinha, ele Era. Era o cheiro do pasto verde, ele era o por do sol, era o segredo confessável, era doce, era o beijo que alimentava a alma com seu calor. Não era o que fixava na alma, mas era a própria alma.
Compreendi que o amor vem depois da ilusão para se possa entender seu verdadeiro significado. Não se deve chorar por aqueles que ficaram tão pouco, apesar do imenso carinho que se sentiu. O que vem a seguir não vem pra partir, vem pra permanecer.
Lilly Maria.



















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